Logo M&Mvermelho brabco.png

Riscas I Celebrar a Geometria

Versace

Versace

Marni

Laura Biagiotti

Versace

Missoni

Missoni

Sacai

Philipp Plein

Missoni_WD005_0

Marco De Vincenzo

KennethIze

KennethIze

KennethIze

Isabel Sanchis

Dior

Isabel Sanchis

Akris

Givenchy

As riscas, de traço direito ou ondulado, fino ou largo, formando, linhas paralelas rigorosas, monótonas ou alternadas, estão na moda.

 

As ricas estão na moda. Tempo, portanto, para completar o seu guarda-roupa com vestidos, saias, blusas ou casacos de riscas.

Indicados para todos os estilos e todas as ocasiões, os modelos de riscas são uma proposta generalizada pela grande maioria dos costureiros.

Em tecidos opacos ou transparentes, em cores alternadas de tons claros para as mais românticas, vivos para as que “saboreiam” a ousadia, ou escuros paras as que jogam na cartada dos mistérios, as riscas estão aí, sem sombra de  duvidas, para alegrar o Inverno  2020/21 e celebrar a geometria.

Em suma, uma moda que navega entre as ondas “retro” dos bons velhos tempos.

 

A moda de sempre

De ano para ano, a moda e os seus conceitos evoluem com redobrada velocidade. No entanto, padrões e cores em constante mudança acabam por regressar com tão pequenas variantes que em certos casos dificilmente se percebe qual a modificação introduzida.

No Verão passado, foi a loucura da cor fúcsia e dos padrões lisos ou com motivos florais. Este ano, e já aqui o dissemos, estão na “berra” o branco, o verde militar, o azul, os amarelos e os padrões com motivos exóticos, manchas de leopardo e riscas.

Este ultimo padrão, parecendo vulgar, possibilita tanta fantasia e combinação que praticamente é moda todos os anos.

A sua trajectória é bem conhecida a partir da pintura de Watteau (século XVIII), onde se vêem elegantes damas envergando atraentes vestidos de riscas.

As imagens que apresentamos apontam quatro sugestões que podem favorecer as mulheres muito esguias (riscas horizontais) e até mesmo as mais fortes (riscas verticais).

 

RISCAS “À risca”

As riscas (ou traços estampados) largas ou estreitas, formando ou não linhas rectas ou curvas que por mais que se prolonguem nunca se encontram, estão há muitos, muitos, muitos anos na moda do vestuário feminino e masculino.

 

A sua trajectória é bem conhecida a partir da pintura de grandes mestres flamengos do séc. XVII (com especial destaque para as obras de Watteau) e finalmente, dos grandes autores do séc. XIX.

Sem pretendermos descodificar a universalidade da geometria, como elemento que participa na moda, não podemos deixar de referir que existem figuras – triângulo, circunferência e espiral – de grande simbolismo no traje civil.

Sujeitas a várias interpretações (como, por exemplo, de que colocadas na horizontal favorecem as magras e na vertical ajudam mais as fortes a aparentarem uma figura mais esguia), as riscas este ano usam-se em linhas verticais, horizontais e oblíquas para as mais diversas ocasiões.

Mas que simbolismo revelam ou escondem?

Quanto a nós, a novidade deste grande clássico da moda é, agora,a sua combinação com motivos de origem étnica e floral.

Talvez uma tentativa de entendimento, pelo  menos nesta área, daquilo que deve ser a tão falada aldeia global onde vivemos.

O pior de  tudo é que, praticamente, ninguém se entende e quando mais políticas se misturam pior fica este nosso mundo que nem se quer é mais do que uma curta passagem. Vale a pena tanta guerrilha, tanta má vontade e desentendimento? Pela minha parte, sou totalmente pela paz.

Mas, para já, aqui fica a  moda das riscas, para quem gosta de levar tudo “à risca”.

 

Marionela Gusmão