Chagall I De couleur et d’encre

Cartaz Chagall

Marc Chagall Der Sturm, n ° 2 de maio de 1917 Paris, Centre Pompidou, museu nacional de arte moderna - Centro de criação industrial Foto © Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. RMN-Grand Palais / Philippe Migeat © ADAGP, Paris 2020

Der Sturm, n ° 6 de junho a julho de 1914 Marc Chagall - Le saoul 1913 Paris, Centre Pompidou, museu nacional de arte moderna - Centro de criação industrial © ADAGP, Paris 2020

Verve n ° 37-38, vol. X, 1960, Nice, Musée national Marc Chagall Foto © RMN-Grand Palais (Musée Marc Chagall) / Adrien Didierjean © ADAGP, Paris 2020

Khaliastra, n ° 2 1924 Paris, Maison de la culture yiddish - Biblioteca Medem Foto © Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. RMN-Grand Palais / Philippe Migeat © ADAGP, Paris 2020

Nesta fase indesejada que todos vivemos, com maior ou menor angústia, sair do país, distrair o espírito é, sem dúvida, um excelente remédio para quem disponha de saúde, tempo e dinheiro.

Sair da rotina, programar uma fuga até à Riviera francesa, onde o frio não assusta, estar a dois passos do Mónaco, um pequeno estado onde há sempre mais entretimento do que os Jogos do Casino, nem que seja para espairecer (no Mónaco também há Museus para visitar) e lojas abertas todo o ano com novidades. E, Nice muito perto, que mesmo sem estarmos em tempo de banhos de sol, tem sempre uma vivência interessante, especialmente para aqueles que já estão nas décadas que convidam ao lazer.

E, agora a partir de 10 de Outubro, vão ter uma exposição fabulosa, cujo título é o destapar de um véu de grandes surpresas, sobretudo para quem aprecia a obra do grande mestre Marc Chagall, paixão de muitos, indiferença de alguns.

Marc Chagall, ao longo da sua vida.

Chagall, judeu russo-francês, nasceu a 7 de Julho de 1887 na Bielorússia e faleceu em Saint-Paul de Vence em França em 1985.

Casou duas vezes. A primeira, com Bella Rosenfeld com quem viveu de 1915 a 1944. A segunda, com Valentina Brodsky, sua companheira de 1952 a 1983, à qual sobreviveu dois anos, já que Marc Chagall faleceu a 7 de Março de 1985, com uma idade muito avançada.

O mestre, teve dois filhos: Ida Chagall e David McNeil.

Deixou uma obra vastíssima e muitos apaixonados pela sua obra assim como muitos detractores que nunca o conseguiram perceber.

A OBRA DE CHAGALL

Dos manuscritos “yddish” às ilustrações para os livros, a sua obra desenvolve-se ao longo das palavras, ao ritmo da narração e das páginas impressas, dando origem a numerosas colaborações editoriais. Entre estas, o célebre livro ilustrado “Les Âmes mortes” de Nicolas Gogol (1923-1927), as Fábulas de Jean de la Fontaine (1926-1928) ou “A Bíblia” (1930-1956) assim como muitas publicações em revistas de arte.

O género editorial, talvez menos conhecido do público em geral, sofreu um desenvolvimento considerável no século XX. Espelho do fermento intelectual e criativo da vanguarda, essas revistas constituíram a primeira ferramenta de divulgação de inovações artísticas. Lideradas por editores, às vezes comerciantes, exigentes e entusiastas, que encomendaram textos aos maiores autores e ilustrações – fotográficos ou litográficos – aos artistas de vulto, as revistas de arte tornaram-se, gradualmente, lugares reais de verdadeira criação, diálogo e cruzamento entre texto e imagem.

 

Dos anos 1920 e ao longo das décadas, as colaborações de Marc Chagall em revistas de arte francesa e internacional multiplicaram-se, mostrando o seu interesse por esse apoio. A exibição explora a singularidade de cada uma dessas aventuras humanas, editoriais e comprometidas.

 

A partir de 1914, o trabalho de Chagall apareceu na revista alemã Der Sturm. Mas, o artista também colaborou, entre 1923 e 1924, nas revistas “iídiche” Shtrom e Khaliastra.

 

A sua participação nos “Cahiers d'Art” e na “Verve”, editadas por Tériade, leva-o a criar desenhos para capas e ilustrações, conferindo-lhes uma identidade visual às críticas e posições do artista nos círculos artísticos parisienses do período entre as guerras. Durante o seu exílio nos Estados Unidos, participou na revista surrealista VVV em 1942, nas edições nova-iorquinas de André Breton, acto militante e afirmação da existência de uma comunidade utópica de artistas que se encontrava em exílio individual. De volta à França no final de 1947, trabalhou com Aimé Maeght, comprometendo-se a dar substância, por mais de 20 anos, à revista “Derrière le miroir”.

A exposição traça a ligação entre Marc Chagall e periódicos de arte, explorando a natureza das suas contribuições gráficas e literárias. Uma oportunidade única de descobrir obras originais ligadas às ilustrações presentes em revistas e documentos completamente inéditos, em parte dos arquivos pessoais do artista (resenhas originais, ensaios, cartas).

 

Marionela Gusmão

 

 

 

Esta exposição é organizada pela Reunião dos museus nacionais - Grand Palais e os Museus nacionais do século 20 dos Alpes-Maritimes. Inaugura a10 de outubro de 2020. Encerra a 11 de janeiro de 2021 Museé National Marc Chagall Avenue Dr Ménard - Nice

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