Museu Castro Guimarães I Revela vidros

Exterior do Museu Condes de Castro Guimaraes

Salão-nobre

Manuel de Castro Guimarães, retratado por Corcus

Sala de jantar

Sala de chá

Quarto dos condes

Sala indo-portuguesa

Sala D. Maria

Condessa da Subserra e a filha, Pelegrinni

Escultura de Henry Armold

Capela de São Sebastião

Pote com armas Sobral

Toucador de Bointaburet

Tamariz, João Vaz

Pormenor do parque

Orgão portátil, atríbuido a Oldovino, 1763

Em pleno Ano Internacional do Vidro, o Museu Condes de Castro Guimarães destaca a história e a importância do vidro na Arte, através da realização de uma exposição temporária “Acqua in bocca – Vidros de Murano na coleção do museu”, por Ana Isabel Brás, curadora da exposição. Foi, ainda, realizada conferência sobre o vidro veneziano nos acervos nacionais, por Maria João B. M. Burnay, especialista e Conservadora responsável pela coleção de vidros no Palácio Nacional da Ajuda.

O museu foi instituído, em 1927, por Manuel de Castro Guimarães, primeiro e único Conde de Castro Guimarães, que legou ao município a sua casa de veraneio e todo o seu recheio e parque anexo. O seu objectivo era que ele fosse transformado em espaço de exposições, biblioteca e parque público. 

O edifício edificado em finais de 1800, sob projecto de Francisco Vilaça, apresenta uma profusão de estilo, desde o castelo medieval a reminêscias árabes e manuelinas, é um exemplar único da arquitectura romântica. Manuel de Castro Guimarães, um banqueiro,  comprara-o em 1910 ao empresário arruinado Jorge O`Neil. O seu preço foi de 36 contos, uma enorme fortuna na época.

Aberto ao público em 1931, foi a segunda casa-museu entre nós, a primeira fora a de Camilo Castelo Branco, aberta em 1916.Houve, aliás, a preocupação, quer de José de Figueiredo quer de João Couto, de manter os interiores como se fossem habitados. As dezenas de salas estão decoradas com obras dos séculos XVI a XX. Do seu conjunto destacam-se contadores indo-portugueses, porcelanas da China, vidros de Muro e da Marinha Grande, pratas portuguesas e francesas, mobiliário D. João V, Luís XV e D. Maria e um precioso núcleo de pinturas de Pedro Orrente, Pelegrinni, Lupi, Victor Corcus, Columbano, Bonvalot, Carlos Reis, João Vaz, Souza Pinto, além de esculturas sacras e profanas de Joseph Bernard, Henry Arnold, duquesa de Palmela e Boschetti.

Ao longo dos tempos, o museu recebeu relativamente poucas doações ou legados, sobressaindo os ícones de Pedro da Fonseca e um retrato de Carlos Reis por Maria da Pureza O`Neil

O espólio reflete o gosto clássico e conservador do seu instituidor.

António Brás