Andy Warhol em Exposição no Museum Ludwig de Colónia

Auto-Retrato, 1986. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Tate Modern, London. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Tate Modern, London. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

“Christ $9.98” (positive), 1985/86 Andy Warhol, (1928-1987). Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Udo and Anette Brandhorst Collection Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Makos. Imagem alterada, em 1981 de Christopher Makos, uma colaboração com Andy Warhol, baseada na colaboração de Man Ray e Marcel Duchamp Rrose Selavy, 1920 Fotografia: Christopher Makos, makostudio.com, 1981. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Torso, 1977. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: ZOYA Gallery, Bratislava, Slovakia. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Crânio, 1976. Andy Warhol, (1928-1987). Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Froehlich Collection, Stuttgart Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

“Ladies and Gentlemen” (Helen/ Harry Morales), 1975. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Patrick Goetelen/ © Tate. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção particular italiana. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

“Ladies and Gentlemen” (Wilhelmina Ross), 1975. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Patrick Goetelen/ © Tate. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção particular italiana. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Nat Finkelstein, Dylan, Warhol Elvis, (cerca 1965). Das series Warhol Factory. Cópia da fotografia: Rheinisches Bildarchiv, Cologne. Créditos da imagem: Museum Ludwig, Cologne © The Nat Finkelstein Estate. Art Works by Andy Warhol © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Colecção Museum Ludwig, Cologne Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Nat Finkelstein, Andy Warhol com Holly Solomon silkscreens, The Factory, (cerca 1965). Das series Warhol Factory, 1964/1967. Cópia da fotografia: Rheinisches Bildarchiv, Cologne. Créditos da imagem: Museum Ludwig, Cologne © The Nat Finkelstein Estate. Art Works by Andy Warhol © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Colecção Museum Ludwig, Cologne Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Tríptico da Jackie, 1964. Andy Warhol, (1928-1987). Fonte da imagem (Na imagem do Tríptico da Jackie) Fotografia: Dauman, 1963 e Rheinisches Bildarchiv, Cologne. Créditos da imagem:© 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Museum Ludwig, Cologne / Oferta de Ludwig Collection 1976. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Sono, 1963. Andy Warhol, (1928-1987). Filme de 16 mm, preto e branco, silencioso, 5 horas 21 minutos. Créditos da imagem: © 2020 The Andy Warhol Museum, a museum of Carnegie Institute Pittsburgh, PA.Todos os direitos reservados. Colecção Museum The Andy Warhol Museum, a museum of Carnegie Institute Pittsburgh, PA. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Motim Racial vermelho (rosa), 1963. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Rheinisches Bildarchiv, Cologne. Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Museum Ludwig, Cologne / Oferta de Ludwig Collection 1976. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

100 Latas de Sopa Campbell, 1962. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Museum MMK für Moderne Kunst/ Axel Schneider, Frankfurt am Main. Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Museum Museum MMK für Moderne Kunst, Frankfurt. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Marilyn, 1962. Andy Warhol, (1928-1987). Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Udo and Anette Brandhorst Collection Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Díptico de Marilyn, 1962. Andy Warhol, (1928-1987). Fotografia: Tate, London Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Tate, London. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Antes e depois [3], 1961. Andy Warhol, (1928-1987). Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção The Doris and Donald Fisher Collection no San Francisco Museum of Modern Art. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

O Livro de Ouro (com lettering de Julia Warhola), 1957. Andy Warhol, (1928-1987). Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção The Williams College Museum of Art. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

“Nosepicker I: Why Pick on Me”, 1948. Andy Warhol, (1928-1987). Créditos da imagem: © 2020 Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção Paul Warhola Family Collection. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Familia Warhola, 1946/1947. Créditos da imagem: The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Colecção The Andy Warhol Museum, Pittsburgh, Founding Collection. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Fotografia da Formatura do Ensino Liceal de Andy Warhol, 1945. Fotografo desconhecido. Créditos da imagem: The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Colecção The Andy Warhol Museum, Pittsburgh, Founding Collection. Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Cerca de cem obras icónicas, que foram criadas pelo artista Andy Warhol, desde a lata de sopa ao retrato de Marilyn, estão expostas até 18 de Abril de 2021 no Museum Ludwig, em Colónia. Trinta anos após a sua última retrospectiva nesta cidade da Alemanha, a exposição apresenta Andy Warhol como um artista cujo trabalho inovador pode ser redescoberto, especialmente para uma geração jovem em idade de migração e de diversidade social.

Andy Warhol (1928– 1987) cativou e polarizou as pessoas com sua personalidade, e sua arte, que moldou uma era inteira. O seu trabalho multifacetado redefiniu as fronteiras da pintura, da escultura, do cinema e da música. Ainda mais do que a atracção pelo mundo da publicidade e das celebridades. A sua defesa pelas formas alternativas de vida tornou-o num artista excepcional que ainda pode revelar novas interpretações e percepções.

 

Como um jovem de um meio religioso e da classe trabalhadora, Warhol abriu o seu próprio caminho no mundo da arte, que ainda era dominado pelo expressionismo abstracto. Nos seus primeiros trabalhos, desenhos pessoais, muitas vezes homoeróticos, estiveram ao lado de encomendas como um ilustrador publicitário de sucesso, enquanto as suas impressões de tela inconfundíveis o tornaram o epítome do novo movimento “Pop Art”. As suas explorações de publicidade, moda, música, cinema e televisão atestam o fascínio de Warhol ao longo da vida pela Cultura Pop. Mas assim como seus retratos de celebridades e garrafas de Coca-Cola eram um espelho da sociedade americana, Warhol representa uma contra-cultura estranha e diversa que encontrou a sua expressão não menos importante no seu estúdio em Nova Iorque, o “Factory”.

A exposição em grande escala segue o trajecto do artista com mais de 100 obras numa variedade de técnicas artísticas e iluminando a prática artística expandida de Warhol no contexto de questões sociais urgentes. São representadas obras-chave célebres, como a série de Elvis Presley ou as variações de cores de uma série de flores, assim como aspectos menos notados que permitem um olhar actualizado sobre este pintor do século XX numa época de convulsões políticas e culturais. As influências da origem da migração de Warhol como filho de pais russos em Pittsburgh são iluminadas, no que se reflecte, entre outros temas, num processamento complexo de temas e motivos religiosos.

 

Muitos trabalhos, como a grandiosa série “Ladies and Gentlemen”, mostram Warhol como um artista que postulava a abertura e a diversidade, como factores fundamentais e vitais numa sociedade diversa. No seu trabalho, Warhol  negociava sempre, com confiança tópicos que ainda são, ou especialmente hoje, altamente actuais.

 

A exposição foi organizada pelo Museum Ludwig, em Colónia e a Tate Modern, em Londres. A mostra já foi exposta de 12 de Março a 15 de Novembro de 2020 no Tate Modern, Londres. Após a sua apresentação no Museum Ludwig, a exposição continuará a sua tournée na Art Gallery of Ontario, em Toronto e no Aspen Art Museum no Colorado, em 2021.

 

O movimento Pop teve como expoentes, os artistas Roy Lichtenstein, James Rosenquist e Claes Oldenburg.  Andy Warhol, no entanto, foi o artista que ajudou a moldar o movimento e, até hoje, ele e a Arte Pop parecem ser sinónimos um do outro.

 

Warhol começou a sua carreira profissional na arte comercial, trabalhando como ilustrador e designer gráfico de revistas de grande sucesso.  Mais tarde, incorporou imagens da cultura popular, de celebridades a bens de consumo, no seu trabalho.

A partir de 1961, o artista passou a produzir pinturas focadas em produtos comerciais produzidos em massa. Em 1962, ele exibiu as suas pinturas icónicas das latas de sopa Campbell. Depois dessa mostra, vieram as obras com imagens de hambúrgueres e garrafas de Coca Cola, assim como retratos de celebridades peculiares como Mick Jagger, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe.

 

Os seus trabalhos introduziram uma nova e fascinante forma de expressão artística, frequentemente explorando a correlação entre expressão artística, publicidade e cultura de celebridades, que ele viu florescer na década de 1960.

 

As suas obras transitam entre e o conformismo e a subversão. Expressam uma visão crítica da sociedade contemporânea, do consumismo e da evolução da música e da revolução sexual, ao mesmo tempo em que se apoia e necessita desses objectos e temas, muitas vezes até levando ao próprio aumento do seu consumo ou popularidade.

 

Warhol empregou vários meios para criar os seus trabalhos, incluindo fotografia, serigrafia e gravura.  As suas serigrafias de ícones culturais e de consumo, incluindo Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor e “Campbell’s  Soup Cans”, tornaram-no um dos artistas mais célebres da sua geração.

 

Outra grande conquista de Warhol foi a elevação da sua própria personalidade ao patamar de ícone popular, representando um novo tipo de fama e celebridade para um artista plástico.

 

Warhol será para sempre conhecido pelas suas imagens peculiares, que transitam entre a subversão e o conformismo. O seu legado continua vivo no mundo da arte, história e Cultura Pop.

 

A exposição deixa evidente que a carreira de Warhol foi marcada por experimentação, desde os seus primeiros trabalhos como ilustrador comercial, nos anos 50, até às suas icónicas obras nos anos 60, passando pelo trabalho em filmes, e em outros meios ao longo das décadas de 60 e 70 e finalizando com os célebres painéis dos anos 80. A enorme produção do artista foi também assinalada pela colaboração com personalidades de várias áreas: pintores, músicos e cineastas, o que é bem pontuado na mostra. Além de patrocinar e produzir capas para o primeiro album do Velvet Underground, na década de 1960, Warhol também contou com a parceria da banda nos seus filmes.

 

Warhol foi o maior expoente do movimento Pop Art, que se notabilizou por utilizar itens do quotidiano e explorar temas como consumo e o papel da imprensa e das celebridades na vida contemporânea. O artista contribuiu para a reflexão sobre o que define arte e utilizou figuras que ficariam icónicas como arte a partir de latas de sopa, propagandas de refrigerante e imagens de personagens públicas retratados por meio de repetição, distorção e camuflagem.  

 

A exposição permite ao visitante conhecer mais sobre a irreverência do artista que, num dado momento de vida, se definiu como uma máquina, dado os seus métodos de produção em larga escala, que levaram a produções icónicas. 

 

Também estão presentes os conhecidos painéis florais, iniciados em 1964 e repetidos de maneira metódica em diferentes tamanhos, cores e combinações, aludindo, não casualmente, às opções numa sociedade de consumo e suas repercussões no mundo da arte. Exibidos pela primeira vez no museu em Colónia, a instalação original é renovada com painéis dispostos num ambiente colorido e emersivo.

 

Ao longo da exposição fica tácita a relevância do trabalho e da personagem de Andy Warhol na reflexão, na vida contemporânea, sobre a subtil linha entre o público e o privado, a política e o entretenimento. 

 

“Desde a Campbell Soup, que Andy Warhol transformou numa obra de arte, aos retratos da actriz Marilyn Monroe ou do cantor Mick Jagger, são alguns dos trabalhos gráficos, que estão reunidos nesta mostra”, salientou Stephan Diederich, Curador da Colecção de Arte do Século XX do Museum Ludwig.

 

Como líder do movimento americano Pop Art, Andy Warhol viu as suas obras, num conjunto com a sua imagem, dado a ampla cobertura, que deu nas revistas e na publicidade. Mas, além desta cobertura, o que quer dizer, que Andy era um génio da publicidade tinha um dom especial em criar cartazes para vender produtos ou promover causas e eventos. 

 

“Ao contrário do que muitos escreveram, Warhol não apenas ilustrou revistas entre 1949 e 1963, mas continuou a fazê-lo até o fim da sua carreira em 1987, assim como a exposição no Museum Ludwig, que ilustra de uma forma eficaz a sua obra gráfica ", acrescentou Diederich.

 

Warhol, Talentoso Ilustrador e Artista de Cartazes

Foi só em meados da década de 60, quando Warhol atraiu a atenção do público pelas suas latas de sopas, em que as empresas e organizações culturais, humanitárias e políticas procuraram os seus talentos, como artista de cartazes para promover os seus produtos, causas e eventos. A atenção da imprensa ganhou pelo trabalho e personalidade de Warhol, que significava a visibilidade imediata para as mensagens dos anunciantes, que capitalizou a fama do artista. Os cartazes de Warhol eram a personificação perfeita da sua visão. Neles, Warhol relembrou a grande tradição de Toulouse-Lautrec e de Jules Chéret, mestres da arte do cartaz na sua época, em Paris, onde os cartazes apareceram pela primeira vez no final do século XIX para anunciar espectáculos de cabaret, peças de teatro ou performances circenses, assim como, produtos de consumo.

 

É também importante notar que Warhol ilustrou cerca de 400 revistas, incluindo mais de cinquenta capas. Embora representem uma parte importante da sua carreira, alguns dos desenhos originais ainda sobreviveram. Na verdade, mais do que 90 por cento das ilustrações nunca foram devolvidos ao artista. Elas foram simplesmente destruídas, uma prática usual do departamento das artes gráficas de uma revista. O desenho foi apenas uma etapa na sua criação.

 

Andy Warhol

Warhol, representa um artista versátil, que nasceu em 1928, em Pittsburgh, e morreu em Nova Iorque em 1987. Ele completou um curso de design no Carnegie Institute of Technology, em Pittsburgh, atualmente conhecido como Carnegie Melon University. Nesta conhecida escola técnica, Andy já exercitava o seu estilo polémico, pois recusava-se a aceitar as normas estabelecidas.

 

Ao concluir o curso, seguiu para Nova Iorque e logo iniciou a sua carreira como ilustrador de revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, e como produtor de anúncios publicitários para serem exibidos nas montras de vários estabelecimentos comerciais. A sua trajectória profissional como artista gráfico, coroada de êxito, iniciou-se nesse momento. Ao longo da sua carreira conquistou inúmeros prémios como director de Arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.

 

Andy realizou a sua primeira exposição individual em 1952, na Hugo Galley, com a mostra de quinze desenhos inspirados na produção de Truman Capote, jornalista e ficcionista norte-americano. Estes trabalhos foram igualmente exibidos no MOMA, Museum of Modern Art, em 1956, quando ele passou a assinar suas obras como Warhol.

 

As suas serigrafias das estrelas de cinema alcançaram fama mundial, assim como fizeram as suas reproduções de produtos de consumo. O mundo de Warhol retratou uma sociedade de consumo. De 1962 até à sua morte em 1987, continuou a tomar uma abordagem inovadora que descreve os aspectos da sociedade industrial e comercial. As suas imagens favoritas eram várias marcas de produtos e os rostos das celebridades (Elvis Presley, Beatles).

 

Na década de 60, a trajectória de Warhol, como artista plástico sofreu uma reviravolta, pois passou a apropriar-se das ideias publicitárias nas suas criações, valendo-se de tonalidades fortes e tintas acrílicas. Neste mesmo período,  renovou o movimento conhecido como “Pop Art”, ao gerar mecanicamente inúmeras cópias dos seus trabalhos, através de uma técnica denominada serigrafia - processo de reprodução de imagens sobre papel, madeira, vidro, entre outros materiais. Warhol concretiza  assim essa produção artística com temas extraídos do dia-a-dia, como latas de sopas Campbell, garrafas de Coca-Cola, rostos de ícones da indústria cultural. As colagens e a utilização de matéria-prima descartável, geralmente não utilizada pelos artistas plásticos, foram outras técnicas privilegiadas por Andy. Além disto, também criou e financiou a célebre banda The Velvet Underground.

 

A exposição mostra que Warhol é uma figura intemporal. O que não parece ser difícil. Na nossa sociedade consumista, as celebridades continuam sendo tão omnipresentes e descartáveis como as latas de sopa e as garrafas de Coca-Cola.

 

Theresa Bêco de Lobo

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne.

Instalação da Exposição: Andy Warhol Museum Ludwig, Cologne. Fotografia: Rheinisches Bildarchiv Köln, Cologne/ Marleen Scholten. Crédito da Fotografia: © 2020 The Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York Cortesia Museum Ludwig, Cologne.