América 1970/80 I Hofer, Metzner, Meyerowitz, Newton

Elizabeth Taylor, Los Angeles, 1985. Helmut Newton (1920 —2004). Créditos da imagem: © Helmut Newton Estate Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Stern, Los Angeles, 1980. Helmut Newton (1920 —2004). Créditos da imagem: © Helmut Newton Estate. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Oui Magazine, Las Vegas, 1975. Helmut Newton (1920 —2004). Créditos da imagem: © Helmut Newton Estate Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Sigourney Weaver, Los Angeles, 1983. Helmut Newton (1920 —2004). Créditos da imagem: © Helmut Newton Estate. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Car Park, New York 1965. Evelyn Hofer (1922 – November 2, 2009). Créditos da imagem: © Estate Evelyn Hofer. Cortesia Galerie m, Bochum.

Bar, Mercer Street, New York, 1963. Evelyn Hofer (1922 – November 2, 2009). Créditos da imagem: © Estate Evelyn Hofer. Cortesia Galerie m, Bochum.

Queensboro Bridge, New York, 1964. Evelyn Hofer (1922 – November 2, 2009). Créditos da imagem: © Estate Evelyn Hofer. Cortesia Galerie m, Bochum.

Chuckle, Provincetown, 1980. Joel Meyerowitz(1938). Créditos de imagem: © Joel Meyerowitz. Cortesia Howard Greenberg Gallery.

Bega. Peppers, 1982. Sheila Metzner (1939). Créditos de imagem: © Sheila Metzner. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Fendi Campidoglio, 1986. Sheila Metzner (1939). Créditos de imagem: © Sheila Metzner. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

Rebecca, Diamond Necklace, 1984. Sheila Metzner (1939). Créditos de imagem: © Sheila Metzner. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

David Lynch, 1988. Sheila Metzner (1939). Créditos de imagem: © Sheila Metzner. Cortesia Helmut Newton Foundation, Berlim.

“Como fotógrafo que ultrapassou a distância entre arte e publicidade, Helmut Newton conseguiu sempre surpreender e atrair o seu público.”

Helmut Newton Foundation

 

O fotógrafo alemão Helmut Newton apresenta o seu trabalho numa exposição no Helmut Newton Foundation, Berlim, de 1 de Abril a 10 de Outubro de 2021: “America 1970 / 80”. A mostra destaca fotografias de Helmut Newton e de três dos seus contemporâneos, Sheila Metzner, Evelyn Hofer e Joel Meyerowitz e  apresenta uma visão espetacular da América nos anos 70 e 80 através da fotografia de moda, retratos e fotografia de rua.

Nas décadas de 1970 e 80, os Estados Unidos passaram por muitas alterações sob as constantes mudanças sociais e políticas que atingiram essa época no tempo de Reagan. A guerra do Vietnam, vários movimentos sociais, a cultura e a vida nocturna de Nova Iorque e outros fenómenos que atraíram vários fotógrafos que captaram a vasta diversidade encontrada em todo o país.

Ao trazer as fotografias desses quatro mestres, a exposição mostra as tendências do período e sublinha a importância da prática de cada fotógrafo para um maior desenvolvimento da imagem.

 

Helmut Newton

As imagens deste fotógrafo marcaram as páginas e as capas da Vogue, Egoïste,Interview e Vanity Fair, desde 1930 até aos Anos 90.

Mestre da luz e da composição, Helmut Newton criou imagens que ultrapassam a moda e o seu tempo. Numa extraordinária carreira, ele destacou-se pelas suas fotografias carregadas de uma sensualidade sofisticada. Helmut salientou-se como figura ao lado de Irving Penn e Richard Avedon e como um dos fotógrafos de moda mais importantes do século XX. 

 

Helmut nasceu a 31 de Outubro de 1920, em Berlim, com nacionalidade australiana, no seio de uma família judia, e morreu a 23 de Janeiro de 2004, em Hollywood, vítima de um acidente de viação.

Por opção do pai estudou no colégio americano de Berlim. Aos 16 anos começou a dedicar-se à fotografia, tendo por mestre a fotógrafa berlinense Yva, que fazia trabalhos de moda, nus e retratos. Contudo, por ser judeu, a 5 de Dezembro de 1938 Newton fugiu da Alemanha para Singapura, escapando à perseguição dos nazis. Arranjou emprego como repórter fotográfico na Singapore Strait Times, mas por ser indisciplinado e pouco interessado no trabalho foi despedido ao fim de alguns meses-

 

Em 1940 partiu para a Austrália para se juntar ao exército deste país, no qual serviu durante cinco anos. Em 1948 abriu um estúdio fotográfico em Melbourne e nesse ano casou-se com a actriz June Brunell que também viria a ser fotógrafa com o pseudónimo de Alice Springs, tendo o casal realizado muitos trabalhos em conjunto.

Em 1957 mudou-se para Paris, em França, e quatro anos mais tarde começou a trabalhar para a revista de moda Vogue, para a qual fez fotografia de moda durante cerca de 25 anos. Neste período trabalhou para as edições francesa, norte-americana, italiana e inglesa da revista, assim como colaborou em publicações como a Elle, a Marie-Claire, a Stern ou a Playboy. 

Em 1975 apresentou a sua primeira exposição pessoal na Galeria Nikon, em Paris. E no ano seguinte foi considerado o melhor fotógrafo pelo Clube de Directores Artísticos de Tóquio, no Japão. Em 1977 publicou Femmes Blanches, o seu primeiro álbum de fotografia, que foi premiado pelo Instituto Americano das Artes Gráficas. Dois anos volvidos, foi a vez do Clube de Diretores Artísticos de Berlim consagrar Newton como melhor fotógrafo do ano.

Nos Anos 80 mudou-se para Monte Carlo, no Mónaco, passando a dividir a sua vida entre o principado e os Estados Unidos da América.

A França homenageou duplamente Helmut Newton em 1989, nomeando-o Cavaleiro das Artes e das Letras e entregando-lhe o Grande Prémio da Cidade de Paris. No ano seguinte, ainda em França, recebeu o Grande Prémio Nacional da Fotografia.

Em 1991 recebeu mais um troféu importante, desta vez nos Estados Unidos da América, ao ser considerado o melhor fotógrafo retratista pelos Prémios Mundiais de Imagem. No ano seguinte recebeu uma condecoração no Mónaco, tendo sido nomeado Cavaleiro das Artes, Letras e Ciências.

Pouco antes da sua morte, em 2004 havia anunciado que cederia toda a sua obra à cidade de Berlim, onde nascera. Ao longo da sua carreira fotografou personalidades como Salvador Dalí, Andy Warhol, Sophia Loren, Catherine Deneuve ou Jodie Foster. 

Após a sua posição permanente na Vogue francesa em 1961, Helmut Newton também trabalhou para a edição americana da revista de moda. Algumas dessas imagens foram feitas na Europa, outras nos EUA. Em Nova Iorque, Newton entregou as suas fotografias directamente para Alexander Liberman, que dirigiu a Vogue americana dos anos 1960 aos 1990.

Newton gostava dos Estados Unidos e da liberdade proverbial daqueles anos, viajando regularmente entre o Velho e o Novo Mundo. Na década de 1970, Newton fotografou moda e nus na América, especialmente em Nova Iorque, Las Vegas, Miami e Los Angeles.

Depois de 1980, quando Helmut e June Newton viajavam regularmente para Los Angeles para passar os meses de inverno no Chateau Marmont, vários retratos de "famosos e infames" em Hollywood e nos arredores foram adicionados, criados para revistas como Egoïste , Interview , Vanity Fair e New Yorker , assim como alguns nus para a Playboy. 

Joel Meyerowitz

Os retratos de Joel Meyerowitz em Provincetown, Massachusetts foram criados quase paralelamente às imagens de Newton mostradas na exposição. No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, o fotógrafo retirava-se de Nova Iorque para a antiga vila de pescadores idílica em cada verão - e lá, com a sua máquina fotográfica de grande formato, principalmente plein air, retratava pessoas que também gostavam da paisagem do verão e procuravam relaxamento junto ao mar e à natureza, homens e mulheres, jovens e idosos, sozinhos ou a dois. Pode-se admirar olhares intensos e curiosos nas imagens do fotógrafo e apenas algumas poses de pessoas, incluindo vários amigos e conhecidos de Meyerowitz, que parecem abertas, indisfarçáveis e autênticas.

A série de retratos em larga escala não tinha clientes na época, era um projecto gratuito. O resultado conseguido foi criar um retrato social fascinante de uma comunidade liberal e individualista na costa leste americana. A exposição mostra uma América diferente, mais livre e às vezes mais permissiva do que aquela que se conhece hoje. Meyerowitz redescobriu recentemente esses retratos no seu arquivo e uma selecção foi publicada pela primeira vez num livro no Outono de 2019 e agora está a ser exposta publicamente pela primeira vez na Helmut Newton Foundation.

 

Sheila Metzner

A fotógrafa americana Sheila Metzner tinha uma amizade muito próxima com Helmut e June Newton. Os retratos mútuos e inéditos do sul de França, que são exibidos em duas galerias da exposição, testemunham essa relação especial. No seu trabalho, Sheila Metzner organiza os temas minimalistas num palco como forma pura. No close-up fotográfico, eles parecem estar numa aparência de si mesmos, condensada como uma essência metafísicO delicado tom das fotografias, criadas como gravuras de Fresson, que lembram as impressões de gelatina ou óleo de bromo da vanguarda dos anos 1910, transporta o conteúdo da imagem, com as formas florais e artísticas, para um lugar de fantasia.

Mas as pessoas também aparecem repetidamente no trabalho de Sheila Metzner, sejam elas os seus próprios cinco filhos, modelos femininos e masculinos, por exemplo, para as suas produções de moda sofisticadas ou belezas odaliscas nuas. Metzner, que ainda morava em Nova Iorque, visitou Joel Meyerowitz em Provincetown no final dos anos 1970 e lá foi retratada por ele, como se pode ver na mostra, que corresponde a uma espécie de viagem no tempo a uma América progressista e descolada, num círculo que se fecha.

Evelyn Hofer

Por fim, a galeria June's Room apresenta 30 fotografias de Evelyn Hofer tiradas em Nova Iorque nas décadas de 1960 e 70, uma espécie de retratos subjectivos da cidade com cenas de rua e paisagens, interiores e retratos, a preto e branco e a cores. Em particular, as suas imagens coloridas subtis da vida quotidiana de Nova Iorque, executadas no processo de transferência de tinta, são conquistas pioneiras do realismo poético-mágico na fotografia de rua, ao lado das de Saul Leiter e Helen Levitt, que moldariam as gerações subsequentes dos fotógrafos.

Hofer nasceu na Alemanha, deixou a sua terra natal com a família em 1933 e foi para Madrid, depois para Paris, Zurique e México, antes de finalmente se mudar para Nova Iorque em 1946. Lá ela trabalhou por conta das revistas de moda e free-lancer nos seus próprios projectos de livros, sempre com uma máquina fotográfica de grande formato e um tripé. Isso resultou num trabalho consciente, concentrado e lento que descartou as reacções espontâneas na frente e atrás da máquina fotográfica.

As fotografias de Newton e dos outros fotógrafos, como Hofer, Metzner, Meyerowitz são na sua essência clássicas, misteriosas e atraentes, representam uma homenagem à beleza e à espontaneidade, em que o fotógrafo respeitava a luz e tinha um ideal clássico, sem perder a sua essência.

 

Theresa Bêco de Lobo

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