Albrecht Altdorfer I Um Mestre Alemão do Renascimento

Paisagem com uma Árvore Enorme, (cerca 1520). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480 -1538). Água-forte, aguarelada. Créditos da imagem: © Vienne, The Albertina Museum Colecção The Albertina Museum, Viena. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Paisagem com Abeto, (cerca 1522). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480 -1538). Caneta e tinta sépia, aquarela e guache. Créditos da imagem: © Berlin, BPK, dist. RMN-Grand Palais/ Jörg P. Anders Colecção Staatliche Museen zu Berlim, Kupferstichkabinett, Berlim. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Paisagem dos Pré-Alpes, 1522. Wolf Huber, (Austríaco, 1485-1553). Aquarela e guache. Créditos da imagem: © Berlin, BPK, dist. RMN-Grand Palais/ Jörg P. Anders Colecção Staatliche Museen zu Berlin, Kupferstichkabinett, Berlim. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Casal de Namorados num campo de trigo, 1508. Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480 -1538). Caneta e tinta sépia. Créditos da imagem: © Kunstmuseum Basel, Martin P. Bühler Colecção Kunstmuseum, Kupferstichkabinett, Bâle. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Procissão Triunfal, (cerca 1512/1515). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Guache em pergaminho. Créditos da imagem: © Vienne, The Albertina Museum. Colecção The Albertina Museum, Viena. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Sagrada Família na Fonte, (cerca 1512/1515). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Xilogravura. Créditos da imagem: © Paris, RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Michel Urtado Musée du Louvre, departamento das Artes Gráficas, colecção Edmond de Rothschild, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Cristo na Cruz, (cerca 1513). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Xilogravura. Créditos da imagem: © Paris, RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Tony Querrec. Musée du Louvre, Departamento das Artes Gráficas colecção Edmond de Rothschild, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

8.

A Livro de Orações do imperador Maximiliano I, (cerca 1515). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538), desenhos. Caneta e tinta vermelha adornando as margens do livro. Créditos da imagem: © Besançon, Bibliothèque Municipale. Bibliothèque Municipale, Besançon. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

8.A..

A Livro de Orações do imperador Maximiliano I, (cerca 1515). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538), desenhos. Caneta e tinta vermelha adornando as margens do livro. Créditos da imagem: © Besançon, Bibliothèque Municipale. Bibliothèque Municipale, Besançon. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Adoração dos Magos, (1530/1535). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Óleo sobre madeira. Créditos da imagem: © Städel Museum - U. Edelmann – ARTOTHEK Colecção Städel Museum, Frankfurt. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Anunciação, 1513. Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Xilogravura. Créditos da imagem: © Paris, Bibliothèque nationale de France. Colecção Bibliothèque Nationale de France, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Cálice com flores de lírio-do-vale, (cerca 1520/1525). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Água-forte. Créditos da imagem: © Paris, Musée du Louvre, dist. RMN - Grand Palais / Philippe Fuzeau. Colecção Musée du Louvre, departamento des Artes Gráficas, colecção Edmond de Rothschild, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Cristo a Despedir-se da sua Mãe, (cerca 1518/1520). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Óleo sobre painel. Créditos da imagem: © Londres, The National Gallery. Adquirido com contribuições do National Art Collections Fund (Eugene Cremetti Fund), the Pilgrim Trust e do National Heritage Memorial Fund. Colecção The National Gallery, Londres. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Crucificação, (cerca1520). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Óleo sobre painel. Créditos da imagem: © Svépművészeti Múzeum - Museum of Fine Arts Budapest 2020. Colecção Musée des Beaux -Arts, Budapest. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Partida para o “Sabbat”, 1506. Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Caneta e tinta preta, realçada com guache branco em papel sépia. Créditos da imagem: © Paris, RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Michel Urtado. Colecção Musée du Louvre, departamento das Artes Gráficas, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

São Jerónimo na Muralha, (1515/1517). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Buril. Créditos da imagem: © Paris, Musée du Louvre, Dist. RMN-Grand Palais / Philippe Fuzeau. Colecção Musée du Louvre, departamento das Artes Gráficas, colecção Edmond de Rothschild, Paris. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Pyrame e Thisbé, 1518. Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Xilogravura Créditos da imagem: © Paris, RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Tony Querrec. Colecção Musée du Louvre, departamento das Artes Gráficas, colecção Edmond de Rothschild. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

São Floriano Espancado, (cerca 1520). Albrecht Altdorfer, (Alemão, 1480-1538). Óleo sobre madeira. Créditos da imagem: © Prague, National Gallery 2019 Colecção particular em depósito na Galerie Nationale, Praga. Cortesia Musée du Louvre, Paris.

Apesar de ainda existirem muitos casos de covid-19 na Europa, alguns dos museus mais importantes, abriram as suas portas para apresentar exposições lindíssimas.

O Museu do Louvre expõe uma mostra notável do pintor Alemão do Renascimento,

Albrecht Altdorfer, até Novembro 2020.

 

Albrecht Altdorfer foi pintor, desenhista e gravador activo em Regensburg, por volta de 1480/1538, considerado como um grande artista alemão do século XVI. No entanto, é menos conhecido do que outros mestres da sua geração, como Albrecht Dürer, Lucas Cranach e Hans Baldung Grien. Em França, esta mostra é a primeira deste artista e foi organizada em estreita cooperação com o Museu Albertina de Viena. Trata-se de uma exposição monográfica como objectivo de familiarizar o público com a rica diversidade da obra de Altdorfer no contexto do Renascimento alemão.

Intimamente ligado aos círculos humanistas, Altdorfer foi ao mesmo tempo um artista altamente original, inventivo tanto na forma como na escolha dos temas, e totalmente ciente do trabalho dos seus contemporâneos alemães e italianos.

Com mais de 200 peças - pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e objectos de arte - a exposição é organizada cronologicamente e por temas, com secções dedicadas às principais obras encomendadas pelo imperador Maximiliano I, assim como pinturas ligadas  aos dois géneros lançados pelo artista - paisagem e arquitectura.

A primeira secção é dedicada às características do trabalho inicial de Altdorfer (por volta de 1506/1512). Embora se saiba muito pouco sobre a sua formação, sabemos só do importante papel desempenhado pelas gravuras que familiarizaram Altdorfer com a obra dos seus contemporâneos alemães Dürer e Cranach, com quem ele queria rivalizar, e dos artistas italianos do Quattrocento que o inspiraram - Andrea Mantegna em particular. A verdadeira especialidade do artista, foi os desenhos em claro-escuro - como a “Partida para o Shabat” - onde mostra a sua grande expressividade.

Altdorfer produziu o seu melhor trabalho entre os anos de 1512 e 1520. A reputação do artista foi firmemente estabelecida em 1512 com a série de quarenta pequenas xilogravuras intitulada “A Queda e Redenção do Homem”, que rapidamente lhe rendeu um reconhecimento notável. Para Altdorfer, essa série de gravuras era uma espécie de experimentação que o levaria a uma mudança de estilo: as paisagens desse período e o uso da perspectiva mostrando uma arte que adquiriu uma outra vitalidade. Nessa época, o artista também se juntou aos grandes artistas oficiais do Imperador Maximiliano I, produzindo obras para encomendas imperiais: participou no “Livro de Orações do Imperador Maximiliano”, fez xilogravuras para o “Arco do Triunfo” e realizou miniaturas e gravuras para a “Procissão Triunfal.” Essas obras são agrupadas numa secção própria.

Ao concluir essas prestigiosas encomendas, Altdorfer também trabalhou em grandes ciclos narrativos retratando a “Vida e a Paixão de Cristo” e a “lenda de São Floriano”, que marcariam o primeiro apogeu da sua carreira como pintor. Essas obras estão imbuídas de um novo poder dramático que também pode ser visto nos desenhos nas suas gravuras desse período.

Albrecht Altdorfer

Albrecht Altdorfer nasceu em Regensburg ou Altdorf por volta de 1480 e morreu em 1538.  Foi um notável pintor, gravador e arquitecto renascentista alemão. Um dos mais notáveis representantes da Escola do Danúbio, que teve influências de Dürer e Cranach.

Nas suas obras podemos observar uma pintura de paisagens, animada pela narração de lendas, como por exemplo, “Susana no Banho” (Munique), onde o quadro mostra o fabuloso palácio de construção onírica, cuja composição geométrica e cristalina se opõem às linhas curvas da paisagem; e, em “São Jorge e o Dragão” (Munique), o santo dificilmente se destaca da minuciosa massa de arvoredo. Mas há em Altdorfer a noção fundamental de um indissolúvel laço entre a natureza e os acontecimentos humanos que nela passam. Na “Batalha de Alexandre” (Munique), "a paisagem universal assume dimensões cósmicas: o drama terrestre encontra o seu eco no combate dos exércitos, das nuvens, do sol e da lua, da luz e de obscuridade". Exprime-se nesta pintura inquieta uma nova representação do espaço aberto e nela a miniatura é uma arte monumental: é esta, provavelmente, a obra-prima do autor.

Este mestre adquiriu um interesse pela arte do seu pai, Ulrich Altdorfer, que era pintor e miniaturista. No início da sua carreira,  ganhou a atenção do público ao criar pequenos e íntimos trabalhos modestos em técnica não convencional e com temas excêntricos.

 Estabeleceu-se na cidade de Regensburg, localizada na margem do rio Danúbio em 1505, tornando-se o arquitecto e um vereador da cidade. As suas primeiras obras assinadas datam de (cerca 1506), incluindo gravuras e desenhos tais como "Estigma de São Francisco" e "São Jerónimo”. Os seus modelos eram gravuras em cobre das oficinas de Jacopo de Barbari e Albrecht Dürer.

Por volta de 1511 ou antes, Altdorfer viajou pelo rio e pelo Sul até aos Alpes, onde o cenário emocionou-o tanto que se tornou-se, então, o primeiro "pintor da paisagem" no sentido moderno, fazendo dele o líder da Escola do Danúbio, um círculo que foi pioneiro da paisagem como um género independente, no sul da Alemanha. A partir de 1513, Altdorfer estava ao serviço de (Maximiliano I, Sacro Imperador Romano Maximiliano I em Innsbruck), onde recebeu várias encomendas da corte imperial. Durante a turbulência da Reforma Protestante, Altdorfer dedicou-se principalmente à arquitectura e às pinturas desse período, mostrando a sua crescente atenção à arquitectura, como a "Natividade da Virgem".

A Escola do Danúbio (em alemão Donauschule ou Donaustil) é um círculo de pintores do início do século XVI na Baviera e Áustria (também ao longo do vale do Danúbio). Muitos trabalhavam com gravuras, geralmente com água-forte. Estavam entre os primeiros pintores a trabalhar na pintura de paisagens e as suas figuras, influenciadas por Matthias Grünewald, são na sua obra, muitas vezes quase expressionistas. Mostram pouca influência italiana e representam uma quebra no alto acabamento da Renascença Setentrional.

O conceito de escola de Danúbio é enganador, já que a maioria dos artistas que foram ligados a ela nunca esteve numa relação professor-aluno. O seu agrupamento sob este conceito colectivo baseou-se nas suas características estilísticas comuns, o conceito era geralmente considerado como um elo entre o gótico tardio e o Renascimento.

O termo "Donaustil" foi usado e definido pela primeira vez em 1892 por Theodor von Frimmel na sua revisão da dissertação pelo historiador de arte de Berlim, Max J. Friedländer, sobre Albrecht Altdorfer. Ele viu na pintura uma diferença na arte do resto da Alemanha e entendeu Albrecht Altdorfer como o seu principal representante. Nos próximos anos e décadas, o conceito foi repetidamente adoptado, embora Max Jakob Friedländer criticasse, em 1922, a imprecisão do termo e pedisse uma determinação mais clara do estilo. 

A Escola de Danúbio, ou "Donauschule", é uma nova expressão de sentimentos naturais até então desconhecida. A natureza recebe uma medição independente nas suas pinturas - Os primeiros estudos naturais sem representações humanas ao norte dos Alpes são conhecidos por "Wolfhuber". Pela primeira vez na região da Europa Central, o conceito também estava inserido numa paisagem que muitas vezes é simbolicamente destacada. A paisagem geralmente recebia um conteúdo simbólico que sublinhava o tema principal da imagem. Por exemplo, uma crucificação, o céu era muitas vezes coberto por nuvens escuras, que tornam a imagem toda sombria. Essa elevação poética e simbólica da paisagem corresponde aos meios estilísticos, que os observadores recentes frequentemente se lembraram do expressionismo. 

Albrecht foi líder da Escola do Danúbio no sul da Alemanha, e quase contemporâneo de Albrecht Dürer. Altdorfer é mais conhecido como um importante pioneiro da paisagem na arte. Ele pintava mais frequentemente cenas religiosas, mas é principalmente célebre como o primeiro pintor frequente da paisagem pura, e também composições dominadas pela sua imagem. Tomando e desenvolvendo o estilo paisagístico de Lucas Cranach, o Velho, ele mostra a paisagem montanhosa do vale do Danúbio com florestas espessas de abetos caídos e ruínas,  muitas vezes dramáticas com as colorações de um sol nascente. A sua "Paisagem com ponte" (National Gallery, Londres) de 1518/20 é considerada a primeira paisagem pura, em óleo.

Também fez muitos desenhos com acabamento fino, principalmente paisagens, em caneta e aguadas. As suas melhores cenas religiosas são intensas, às vezes mostrando o expressionismo, e muitas vezes retratando momentos de intimidade entre Cristo e a sua Mãe, ou outras figuras. A sua obra religiosa mais célebre é "A Lenda de São Sebastião e a Paixão de Cristo" que decorava o altar do mosteiro de São Floriano em Linz, Áustria. Este pintor distorcia, com frequência, a perspectiva para dar um efeito subtil. As suas figuras são frequentemente pintadas completamente fora da escala da cena principal, como nas pinturas dos séculos anteriores. 

Pinturas em Munique

A sua atípica "Batalha de Alexandre" de 1529 foi encomendada por Guilherme IV, duque da Baviera, como parte de uma série pintada por vários artistas. É o seu mais célebre e certamente um dos seus melhores trabalhos. Poucas das suas outras pinturas lembram esta cena apocalíptica de dois enormes exércitos dominados por uma paisagem extravagante vista de um ponto de vista muito alto, que olha para o sul sobre todo o Mediterrâneo. No entanto, o seu estilo aqui é um desenvolvimento de uma série de miniaturas de cenas de batalha que ele tinha realizado muito antes para Maximiliano I, Sacro Imperador Romano no seu manuscrito iluminado "Procissão Triunfal" em 1512/14.

A "Batalha" encontra-se agora na Alte Pinakothek, onde se pode admirar a melhor colecção de pinturas de Altdorfer, incluindo também o seu pequeno "São Jorge e o Dragão", (1510) a óleo sobre pergaminho, onde o santo e o dragão são quase pequenas figuras submersas na densa floresta que se eleva sobre eles. 

Gravura

Altdorfer foi um gravador importante com inúmeros trabalhos e cerca de noventa e três xilogravuras, onde se podem admirar alguns criados para os "Triunfos de Maximiliano", o qual seguiu o estilo geral presumivelmente definido por Hans Burgkmair, embora tenha conseguido escapar um pouco dessa influência em algumas das suas representações. No entanto, a maioria das suas melhores impressões são gravuras, muitas de paisagens, Altdorfer foi capaz de usar mais facilmente o seu estilo de desenho. Foi, sem duvida, um dos primeiros gravadores de maior sucesso e invulgar para a sua geração de gravadores alemães por não fazer ilustrações de livros. Altdorfer frequentemente combinava técnicas de gravura e água-forte numa única placa e assim produziu, no total, cerca de mais 122 impressões em talhe-doce.

Nesta nota final, os visitantes da exposição no Louvre podem sair com uma maior admiração pela obra notável de Altdorfer e o seu apelo ao eterno.

O artista restituiu à pintura, além do movimento e da cor, o seu carácter passional. A sua obra revela o individualismo exaltado pela Paisagem. O seu objectivo foi criar emoção e energia, exaltadas por fortes contrastes de cores, por um desenho perfeccionista e por uma composição calma. Não deixou uma escola, mas os renascentistas da sua época sofreram a sua influência.

Theresa Bêco de Lobo

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon