PIERRE BALMAIN

UM DOS REIS DA MODA TEM UM PRÍNCIPE POR SUCESSOR

Quando comecei a estudar a moda do vestuário, imediatamente após a minha juventude, tomei conhecimento que o Sr. Pierre Balmain vestia muitas personalidades da vida portuguesa. Numa das suas deslocações a Lisboa deixou-se fotografar numa casa de fados, no Bairro Alto, com algumas clientes, entre elas a Srª. D. Maria da Anunciação Roquette e a Srª. D. Mokas Gentil e muitas outras, num total de dez senhoras.

Pierre Balmain (1914-1982) era natural de Saint-Jean de Maurienne. A sua mãe, apesar de viúva, e de ter uns recursos financeiros limitados, enviou o filho para a Escola de Belas Artes de Paris para seguir a carreira de arquitectura. Mas, a paixão de Balmain era a moda do vestuário feminino e começou a realizar croquis de vestidos, os quais apresentou a casas célebres de então, tais como Lucien Lelong, Lanvin e Robert Piguet, sendo que esta última lhe adquiriu, de imediato, três modelos.

Após um mês, à experiência, na casa Molyneux, passou a ocupar o cargo de modelista onde permaneceu cinco anos. Entretanto, após ter sido convidado por Lucien Lelong foi mobilizado para o serviço militar, mas em 1941 regressou ao seu lugar com Dior, sendo-lhes confiadas todas as responsabilidades das colecções.

Durante a ocupação, Pierrre Balmain apresentou, (contrariando os avisos de Lelong), um vestido de tarde em crepe da China preta, baptizado com o nome de “Petit Profit”, sobre aodeli Jeanine (futura manequim da casa Balmain que veio a ficar conhecida com o nome de Praline). O “Petit Profit” foi um caso de sucesso, já que se teve que repetir 360 vezes. Nesse tempo ainda não era proibido repetir nenhum modelo de Alta-Costura.

Em 1945, Pierre Balmain decide abrir a sua própria casa, graças aos empréstimos da sua mãe e de alguns amigos. Aluga três andares no nº 44 da Rue François Ier, onde admite 16 colaboradoras.

A primeira colecção, com uma linha muito sóbria,que era consituída por vestidos cintados e saias justas, tornou--se, de seguida, um sucesso.

A partir dai a Casa Balmain atraiu uma clientela aristocrática como a rainha Sirikit da Tailândia que só em 1959 lhe encomendou 80 modelos para a sua viagem oficial à Europa e aos Estados Unidos, além de outras grandes personalidades  como Sua Majestade a Rainha Maria José de Itália, Sua Alteza Real a Condessa de Paris, a Condessa de Spencer, Jessye Norman, Dalida, e a famosa jornalista Diana Vreeland, entre outras.

Assisti a vários desfiles de Mortensen e os nossos arquivos estão repletos de imagens desses  acontecimentos, sempre muito aplaudidos. Mas, algo falhou. Visitei muitas as instalações da Rue François Ier, conversei com Mortensen, mas não percebi o que correu mal. Obviamente que Erik Mortensen não era o Pierre Balmain.

Quando Óscar de la Renta, entre 1993 e 2002, tomou conta da casa, sentiu-se uma grande mudança. Mas, Balmain continuou de pé com os seus clássicos estampados de luxo.

Depois? Depois a casa foi liderada até 2011 pelo designer Christophe Decarnin, cuja visão muito ousada e moderna estava longe do espírito da casa, pois este estilista não entendeu o espírito daquela casa e entrou por caminhos , totalmente retro que agradavam a algumas estrelas da actualidade como Angelina Jolie, Kate Moss ou Penelope Cruz. Mas, como ia a facturação? Obviamente que muito mal. Mortensen tinha vendido praticamente toda a sua posição e os investidores queriam o retorno do seu capital.

Os exitos somam-se, cria fardas para as principais organizações quer sejam as dos Jogos Olímpicos e outras de grande relevância.

Em 1949, abre uma Boutique em Nova Iorque, começando a abranger a América Latina ao fundar uma casa em Caracas.

O sucesso do perfume “Jolie Madame” lançado no mesmo ano aumentou-lhe a popularidade, a qual manteve até ao fim dos seus dias, em 1982. Sucedeu-lhe, Erik Mortensen, herdeiro oficial,  que trabalhava com Pierre Balmain desde 1948.

A partir de Abril de 2011, tudo está nas mãos de Olivier Rousteing e com este estilista ousado e criativo, parece-nos que a Balmain se tornou na mais americana das marcas francesas. Basta observar a noite dos Óscares e ver os modelos que mais se vestem e desfilam no tapete vermelho.

Na presente colecção, dos modelos que nos conduzam ao espírito Pierre Balmain,  restam as cinturas marcadas.

Agora, há botas até ao cimo das pernas, vestidos uns 15 cm. acima do joelhos, cinturas justas, modelos numa onda de “corseterie” que nos recorda a Madonna vestida por Jean-Paul Gaultier, mini-saias com as ancas muito pronunciadas e o pescoço muito tapado, contrastando com alguns modelos em que os ombros estão completamente a descoberto.

(Alguém escreveu: "a colecção está inspirada no barroco de Versalhes, no tempo da Maria Antonieta".

Barroco? Nunca vi tantos disparates escritos. Deve ser o que está a dar… Para esta gentinha o “Rocaille” deve ser o mesmo que a Renascença…) Infeliz Maria Antonieta. Adorada Maria Antonieta.

A colecção está muito bonita, bem concebida, moderna e com uma paleta de cores agradáveis para prognosticar um inverno que não seja tão mau como tem sido este verão 2016 em que nos  encontramos.

Os meus aplausos, verdadeiramente sentidos,  vão para Olivier Rousteing, a quem no site da Moda & Moda dou a honra de abrir o Outono/Inverno 2016/17 de Pronto a Vestir Francê.  Merece!

 

Marionela Gusmão

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