Alta Costura Paris - AS Cativas Cores da Ternura

Nas colecções apresentadas em Paris, durante a Semana da Alta-Costura Francesa vários costureiros apresentaram modelos nas chamadas cores da ternura. E cores da ternura, porquê? Acreditamos que talvez seja por se assemelharem a tons desmaiados pela ardência do Sol. Assemelham-se às pinturas de Marie Laurencin e atiram-nos para um romantismo que jamais morrerá enquanto existirem jovens dos 15 aos 25 que sonham com príncipes encantados.

Os tons destes vestidos que escolhemos, recordam as flores de papel e veludo, de sedas e “organdins” que “habitam” nas gavetas dos sótãos que fizeram a felicidade da nossa infância. Sempre ouvimos chamarem-lhes cores de ternura, quiçá da ternura do marfim envelhecido, do rosa pálido, do amarelo envergonhado, do azul e do verde água diluídos na alvorada.

Cores da fragilidade de tudo quanto é belo, tem curta duração e morre como uma flor que já não pode beber mais água. Da fragilidade dos vestidos do 1º. Império em musselina rosa que conheceram antigos segredos, das blusas de Luís Filipe que guardam antigos suspiros e vivem esquecidos nos armários das coleccionadoras de traje antigo, das saias de Napoleão III, em tafetá azul que conservam a graça das silhuetas de Eugénia de Guzmán y Montijo e suas aias.

Cores de ternura, de alegrias suaves, de afectos brandos, mais brandos ainda do que aqueles que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na qualidade de Presidente da República Portuguesa, anda a espalhar pelas almas corroídas das incertezas do futuro.

As cores da ternura são pois os tons pálidos, subtis, evocativos das mulheres da antiga Grécia ou das vestais romanas. São uma gama de tons que se congregam com a delicadeza feminina e que a moda interpreta este ano de 2016, tal como já o fizera em 1990, como um poente veneziano ou poético, imprevisível onde cabe o espírito da festa, da fantasia, da juventude.

“Bouquet” poético que Armani, Chanel, Elie Saab, (principalmente Georges Hobeika), Schiaparelli, Valentino (de novo em alta) e Zuhair Murad, interpretaram ao sabor das tendências actuais com o sentido estético e requintado das suas criações plenas de vida mas com reminiscências do passado recente ou distante.

Curiosamente, estas sete colecções foram concebidas por costureiros, pois a Chanel e a sua rival Schiaparelli já não existem, como é conhecido da grande maioria dos nossos leitores. Um aspecto curioso é a moda intitular-se francesa sem que nenhum destes costureiros tenha nascido na pátria de ídolos como Alain Delon.

Elie Saab, Georges Hokeika e Zuhair Murad até são de origem libanesa…

Queridas leitoras, aqui vos deixamos um convite ao sonho, uma das poucas coisas que não paga Imposto nem tem a AT a moer o juízo das rapariguinhas apaixonadas. Haja Deus!

 

Marionela Gusmão

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