CAROLINA HERRERA - Apostar no Rosa

Maria Carolina Josefina Pacanins Niño, que usa o nome comercial de Carolina Herrera, apelido que guarda do seu 2º. Casamento com Reinaldo Herrera, é uma personalidade da moda que pertence a um alto nível social.

 

Habituada desde sempre a assistir a festas e a galas, Carolina aos treze anos conheceu através da sua avó, o rei dos costureiros, o mestre dos mestres, Cristobal Balenciaga e foi ao seu primeiro baile vestida pela casa Lanvin.

 

Casou em primeiras núpcias com Guillermo Behrens Tello, de quem teve duas filhas e, posteriormente, casou com o aristocrata venezuelano Reinaldo Herrera, editor da revista Vanity Fair de quem teve outras duas filhas.

 

Elegante e distinta, Carolina Herrera, em 1971, com 32 anos de idade já aparecia na lista das mulheres mais bem vestidas do mundo, ao nível da portuguesa que o seu país não soube merecer – São Schlumberger – uma senhora por quem todos os museus se batiam para conseguir um dos seus modelos para enriquecer as suas colecções. Cabe aqui citar que São Schlumberger doou ao Museu Nacional do Traje uma enorme quantidade de modelos todos de Alta-Costura, de Yves Saint Laurent a Valentino, deste a Dior, Scherrer e Givenchy e até hoje não houve alguém capaz de mostrar ao público a grandeza mini- colecção. Este país, em certas atitudes, é mesmo muito mesquinho ou então é dirigido por gente que sofre de uma grande miopia.

 

Voltamos a Carolina Herrera, a mulher chique que aos 42 anos decidiu entrar no mundo da moda preenchendo uma lacuna que necessitava do seu estilo. Estilo, isso mesmo. O estilo que torna uma mulher chique de manhã à noite.

 

O seu valor foi entendido pelas mulheres que marcam ou marcaram a elegância como, por exemplo, Jacqueline Kennedy, a mais alta personalidade feminina dos Estados Unidos que Carolina vestiu durante doze anos. Entre a sua clientela encontravam-se nomes destacados como a princesa Elisabeth de Jugoslávia, Ivana Trump e Nancy Reagan, há pouco desaparecida com a idade de 94 anos.

 

Nesta revista admiramos, para além do seu talento e classe, a honestidade de Carolina Herrera pela forma como defende o uso de peles de animais, o que demonstra como entende a falsidade que existe nas pessoas que comem frangos, ganços, coelhos, carne de vaca e de cabrito e depois aqui de el rei se uma mulher veste um casaco de raposa, vison ou chinchila.

 

A sua moda é francamente chique, porque sabe valorizar as linhas do corpo e conferir feminilidade a quem usa uma peça de roupa desta marca que desfila em Nova Iorque, mas que tem muito de Espanha, pois está de certa forma ligada à Puig de Barcelona, empresa que trabalha, com sucesso, os seus perfumantes.

 

É natural que a marca Carolina Herrera, por si desenhada, seja muito bem acolhida pelas grandes divas do mundo do espectáculo e do cinema, além de Anna Wintour que não dispensa a sua presença nos seus eventos nem as suas peças no seu guarda-roupa.

 

Entretanto, nesta Primavera de um ano bissexto que uns dizem ser de bom augúrio, outros apavoram-se com a ideia, Carolina Herrera decretou o uso da cor rosa. As rosas têm uma simbologia que remete para a mãe divina (mulher perfeita) e é disso que precisamos.

 

Cor-de-rosa caras leitoras ou a ressurreição da escritora Barbara Cartland, autora de 723 romances traduzidos em 36 idiomas e também célebre por criticar o divórcio da Princesa Diana, enteada da sua filha. Felizmente tinham-se reconciliado pouco tempo antes do acidente automobilístico que motivou a morte de Diana Spencer - Princesa do Povo como Tony Blair lhe chamou.

 

Pois bem, vamos então vestir de cor-de-rosa. Talvez assim as mulheres tenham o talento e a “chance” de Barbara Cartland. A sorte de Diana todas dispensamos.

 

Catarina Bacelar

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